Como aposentar se perder a Carteira de Trabalho

inss-1Na hora de entrar com o pedido de aposentadoria, o INSS recomenda que o segurado leve ao posto a Carteira de Trabalho, utilizada para comprovar o tempo de contribuição. Apesar de ser um documento importante, é possível se aposentar sem ele.
Na hora de entrar com o pedido de aposentadoria, o INSS recomenda que o segurado leve ao posto a Carteira de Trabalho, utilizada para comprovar o tempo de contribuição. Apesar de ser um documento importante, é possível se aposentar sem ele.
O trabalhador que não tiver a carteira pode consultar todo o tempo pago pelo Cnis (Cadastro Nacional de Informações Sociais). O documento é uma espécie de cadastro no qual constam todos os recolhimentos feitos pela empresa para o instituto. O segurado consegue ter acesso ao extrato cadastrando uma senha pelo site e desbloqueando posteriormente por telefone.
De acordo com o presidente do Ieprev (Instituto de Estudos Previdenciários), Roberto de Carvalho Santos, é importante que o segurado consulte o registro periodicamente para conferir se todos os períodos trabalhados estão lá. No documento, constam contribuições de 1975 para cá. “Agora, como dá para cadastrar e desbloquear a senha toda on-line, o controle está mais fácil”, analisou.
Caso, no registro, não conste algum período, ou o tempo seja anterior a 1975, é possível utilizar outros documentos para comprovar como contrato de trabalho da empresa e extrato do Fundo de Garantia, pois mostram o vínculo da empresa. O segurado deve levar esses documentos à agência quando for se aposentar.
AUTÔNOMOS – Já no caso de quem recolhe como contribuinte individual, o documento para comprovação não é a Carteira de Trabalho, e sim as GPS (Guia de Recolhimento da Previdência). No caso de perda dessas guias, a recomendação inicial é a mesma do trabalhador com carteira assinada: a consulta ao Cnis. Mas se os períodos não estiverem lá, para comprovar esse tempo é um pouco mais complicado, já que é responsabilidade dele, como autônomo, provar que pagou.
A alternativa é pedir um documento chamado microficha ao instituto. “Nesse procedimento, o INSS fará consultas em papéis nos arquivos para ver se acha a contribuição. Não há um prazo para isso. Mas, normalmente, só é necessário em caso de contribuições muito antigas. Após 1975, costuma ir direto para o Cnis”, explicou.
Uma das orientações ao autônomo é manter, além das GPS, os comprovantes de pagamento da guia. “É uma segurança a mais”, avaliou.

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