Descalabro: Dilma “doa” 625 t de feijão a Cuba. Safra cai e Brasil vai importar

feijãoDepois de uma “doação humanitária” (625 toneladas) ao governo cubano, em outubro passado, durante o governo Dilma Roussef, o feijão atinge preços assustadores, em função da queda de produção nos principais centros produtores (Rio Grande do Sul é um deles), por fatores climáticos. Principal produto na mesa do brasileiro, ele virou artigo de luxo e piada na internet. Com preços que variam até R$ 12,00, o quilo, conforme o Mundo do Trabalho e Previdenciário antecipou – o governo resolveu importar de alguns países do Mercosul, a fim de reduzir o custo para o consumidor final nos supermercados.
Dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), de junho, mostram que o preço do feijão preto já subiu 21,36% só este ano, contra alta de 3,97% registrada em igual período de 2015. Para quem prefere o feijão carioca, a elevação foi ainda superior de janeiro a junho: 54,09%, ante alta de 34,48% no mesmo período do ano passado.
O avanço nos preços tanto do feijão preto quanto do carioca supera e muito a inflação medida pelo IPCA-15 no mesmo período, que é de 4,62%. E ultrapassa também a alta dos preços de alimentos, que desacelerou em junho para 0,35%, após subir 1,03% em maio.
Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que no acumulado dos últimos 12 meses até maio, a alta do feijão chega a 41,62%. De acordo com o instituto, o aumento é resultado de problemas climáticos, que vêm reduzindo a produção do feijão no Brasil.

ASSALARIADOS, MAIS PREJUÍZO – O aumento de preços do feijão dificulta principalmente a vida dos consumidores de baixa renda, que, acuados pela recessão e pelo desemprego, cortam a compra de itens supérfluos no supermercado.
De acordo com a prévia da inflação de junho medida pelo IBGE, outras variedades do grão também ficaram mais altas, como o mulatinho (49,42%), o preto (21,36%) e o fradinho (19,49%), por exemplo.
E valor exorbitante do feijão acabou virando piada nas redes sociais e o tópico mais comentado no Twitter com a hastag #TemerBaixaOPreçoDoFeijão. Ao anunciar a liberação de importação do produto com origem do Mercosul, o presidente interino utilizou a hastag ao tuitar sobre a medida.
A reação na web reflete a sensação na hora das compras. Com o preço nas alturas, há quem diga que o transporte do feijão é feito por carro forte, outros brincam que estariam ricos se tivessem levado adiante os feijõezinhos plantados no algodão na época da escola. Já outros perguntam se em evento que pede alimento não perecível se levar feijão é considerado VIP.

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