Patah alerta: em dois anos, comércio perdeu 360 mil empregos

O pior ano para o comércio varejista brasileiro na história recente foi 2016. Cerca de 108,7 mil lojas formais encerraram as atividades no País e 182 mil trabalhadores foram demitidos. Em dois anos, a perda foi de mais de 200 mil lojas e quase 360 mil empregos diretos. É um volume altamente preocupante. A ponderada anáçise é de Ricardo Patah, presidente da UGT e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo.
Para ele, um dos fatores que nos traz uma luz no fim do túnel é o prenúncio da desaceleração da inflação e da queda dos juros, os quais “acreditamos serem essenciais e não podem, jamais, tornar-se algo distante. É preciso haver consumo, mas é preciso haver emprego. E ,nisso, todas as esferas precisam se ajudar, pois se assim não for, demoraremos ainda mais para atravessar este período tão difícil”, conclui o representante da UGT.
Nesta quarta-feira,  IBGE divulgou pesquisa que confirma integralmente a declaração de Patah. Para o órgão, o setor de serviços no Brasil encolheu 5% no ano passado. Foi o pior resultado para um ano desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012, e a segunda queda seguida. Em 2015, o setor registrou queda de 3,6%.
Em dezembro, as empresas de serviços faturaram 0,6% em relação a novembro e tiveram queda de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, descontando o efeito da inflação. Foi o pior resultado para o mês de dezembro nessa comparação em cinco anos.
O setor inclui, por exemplo, salões de beleza, imobiliárias, oficinas mecânicas, escritórios de advocacia, agências de turismo, companhias aéreas e hotéis, entre outros. Até recentemente, o setor terciário o qual engloba o ramo de comércio e serviços, constituia 70% do PIB do País.
O setor de serviços, que já foi um ponto de destaque na economia brasileira, perdeu força com o aumento do desemprego e a queda de renda do trabalhador, em meio à maior recessão em décadas enfrentada pelo país.\
“Não dá para dizer que o setor de serviços entrou numa fase de recuperação. Outubro foi muito ruim e dezembro ficou longe de um bom resultado”, afirmou o coordenador da pesquisa no IBGE, Roberto Saldanha.

Compartilhe este post em

Enviar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *