Prepare-se: quilo do feijão pode chegar até R$ 12,00. Arroz acompanha

arrozefeijãoUm dos itens básicos da alimentação das famílias brasileiras – o feijão carioca – já é considerado o vilão da cesta básica por especialistas que monitoram o custo de vida. Problemas com a seca têm feito os preços dispararem. E a situação deve piorar. O custo do quilo nos supermercados poderá chegar a R$ 12, nos próximos meses. Em relação ao valor já cobrado hoje, de até R$ 8, a alta ainda será de 50%. Segundo o Instituto Brasileiro do Feijão, a variação do valor da saca de 60 quilos do carioquinha chegou a 221%, de janeiro a maio deste ano.
A elevação acelerada nos preços está associada a questões climáticas que prejudicaram produtores do Paraná, do Centro-Oeste e do Norte de Minas Gerais, de acordo com Sandra Hetzel, analista de mercado da consultoria especializada Unifeijão. O alimento foi um dos que pesaram na alta do custo de vida do mês passado, no Brasil. A inflação do produto medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de abril foi de 4%.
— Já falta produto nos mercados, logo, o feijão fica mais caro ao consumidor. É reação em cadeia — disse Sandra.
Uma saca de 60 quilos do carioquinha, que era vendido à indústria por R$ 140, em janeiro, chegou a R$ 450, em maio. No caso do feijão preto, de abril para maio, o preço da saca foi de R$ 115 para R$ 230.
Segundo a Associação Paulista de Supermercados (Apas), os alimentos, de maneira geral, devem pesar no orçamento familiar ao longo de 2016. De acordo com Rodrigo Mariano, gerente de Economia e Pesquisa da entidade, o almoço em família ficará mais caro, sim:
— Outro alimento importante da cesta básica, como o arroz, deverá acompanhar a aceleração dos preços e subir nos próximos meses. Além disso, não é cultura do brasileiro substituir o feijão por outro grão similar. Assim, a demanda continuará alta, e a oferta não acompanhará a procura.

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