Queda de vendas: Sindicato evita mais de mil demissões na fábrica da GM

O Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, conseguiu reverter as demissões na GM (General Motors), que pretendia dispensar 1.070 trabalhadores em novembro. 
A justificativa é, novamente, a queda nas vendas, que lota os pátios das montadoras.
Para evitar mais cortes – cerca de cem funcionários foram dispensados na semana passada –, o presidente do sindicato, 
Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, ofereceu à GM suspender temporariamente o contrato de trabalho de ao menos parte dos funcionários que seriam demitidos. 
A montadora tem mais de 11 mil empregados na fábrica de São Caetano.
Chamada de lay-off, a prática vem sendo adotada desde o início do ano no setor para minimizar os prejuízos. “Sabemos que as vendas diminuíram e realmente há excedente na área de produção desta unidade, mas precisamos pensar na retomada do setor no meio do ano que vem e manter os empregos de qualidade. 
Por isso defendemos o lay-off agora”, afirmou Cidão.
Uma reunião sacramentou o acordo, que permitirá aos trabalhadores ficar até cinco meses em casa amparados com seguro-desemprego e complemento da empresa até atingir o valor integral do salário. 
Os operários também devem realizar cursos de qualificação durante o período. Sem o pagamento de horas extras, a montadora espera melhorar as contas. “O lay-off foi a melhor opção tanto para a montadora como para os metalúrgicos”, garantiu Cidão. 
A GM já tinha adotado o lay-off na unidade de São José dos Campos, no interior. Em setembro, 930 funcionários passaram a ficar em casa e só voltam a trabalhar em fevereiro. 
MOTIVO – De acordo com os dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), a General Motors vendeu 340.398 veículos no Brasil entre janeiro e setembro deste ano, uma redução de 14,4% na comparação com o mesmo período de 2013.  
A montadora ainda acompanha o movimento de retração de vendas do setor, que este ano está 11% inferior ao ano passado. Entre os fatores que influenciaram a queda estão o fim da redução do IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) e as novas exigências de itens de segurança, como o air bag, que elevou o preço dos veículos zero-quilômetro.
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